07 agosto, 2014

Nota do SINPRO/JF sobre o golpe do prefeito de Juiz de Fora contra o magistério municipal

URGENTE!
A população de Juiz de Fora acompanhou, no decorrer do primeiro semestre, todo o movimento do Magistério Municipal na cidade. Foram mais de vinte dias de greve, combatendo a intransigência e o desrespeito do representante do Executivo, Bruno Siqueira. Além de insistir no descumprimento da Lei Nacional do Piso Salarial, o prefeito tentou, desde o início, conceder reajuste somente para o nível inicial do Magistério, levando à quebra do quadro de carreira, tão duramente construído por anos e anos. Foram inúmeras manifestações e atos públicos, que contaram com o apoio significativo do povo nas ruas. Diversas reuniões foram feitas com os representantes da Prefeitura, no intuito de pôr fim ao impasse criado pela atual Administração. Após vencermos o impasse, o resultado foi um acordo entre o Sindicato dos Professores e a Prefeitura, acerca do índice de reajuste e outros itens que compõem a pauta de reivindicações. Para surpresa do Sindicato dos Professores, o Prefeito Bruno Siqueira envia uma mensagem à Câmara Municipal nos seus últimos dias de funcionamento em que, além dos itens acordados, inclui a possibilidade de reajuste diferenciado para professores de início de carreira, excluindo os demais educadores e secretários escolares, desprezando completamente a carreira do Magistério. Em função disso, cabe esclarecer e denunciar:
- O artigo 9º que trata do reajuste diferenciado fere a Lei Nacional do Piso Salarial, que garante o reajuste e a sua aplicação na carreira existente. Portanto, esse artigo não pode ter efeito prático;
- O acordo assinado entre Sindicato dos Professores e Prefeitura foi levado à categoria, que avaliou e aprovou em assembleia, pondo fim à greve. Em nenhuma parte do acordo há qualquer menção sobre o teor do artigo 9º da mensagem do Executivo.
- Os interlocutores do Prefeito, que tentaram, no início das negociações, empurrar goela abaixo reajuste diferenciado para um segmento da categoria, reconheceram, no decorrer das reuniões, que estavam equivocados e retiraram a proposta.
- Não há, na história de Juiz de Fora, passadas diversas administrações, episódio similar a este: redige-se e assina-se um acordo, que é levado para a categoria e é aprovado, pondo fim à greve. Em seguida, o Prefeito aguarda as férias dos educadores e envia à Câmara Municipal documento diferente para ser aprovado.
- INFELIZMENTE, FICA CLARO O VALOR DA PALAVRA DO ATUAL PREFEITO QUE, COM ESTA ATITUDE, DEMONSTRA O GRAU DE SUA IDONEIDADE, SEU PERFIL AUTORITÁRIO E O TOTAL DESCOMPROMISSO COM AQUILO QUE ASSINA. DEFINITIVAMENTE, UMA CONDUTA QUE NÃO LHE PERMITE SENTAR NA MAIS ALTA CADEIRA DE NOSSA CIDADE!
- Além da arbitrariedade do ato, que se estende aos seus interlocutores, o Prefeito descumpre acordo feito no Tribunal de Justiça de Minas Gerais em 2013, quando se compromete a antecipar a data-base dos educadores para 1º de janeiro de cada ano, mas envia mensagem à Câmara concedendo benefícios a partir de maio.
- Tão logo o Sindicato dos Professores soube da mensagem a ser votada, imediatamente pôs-se a dialogar com os vereadores sobre a gravidade do fato, solicitando que os mesmos votassem a retirada do artigo 9º, através de emenda supressiva apresentada pelo vereador Betão, professor e membro licenciado da direção do SINPRO. Foram alertados ainda para os desdobramentos que a aprovação do texto acarretaria. Em vão! Apesar dos apelos e de toda a argumentação apresentada, a maioria dos vereadores ratificou o golpe rasteiro e desonesto dado pelo seu Chefe.
Apesar da mensagem do Prefeito ter sido aprovada na Câmara de Vereadores, o Sindicato já está articulando suas ações e mobilizando a categoria, que deverá, tão logo retorne das férias, se reunir em assembléia para deliberar suas ações. Alertamos, ainda, a todos os servidores que esta iniciativa nefasta do prefeito pode trazer desdobramentos futuros para o seu quadro de carreira. À população, restou a triste constatação sobre quem falou a verdade e quem mentiu durante toda a Campanha Salarial do Magistério.
VEJA OS VEREADORES QUE VOTARAM CONTRA OS EDUCADORES E CONTRA A LEI NACIONAL DO PISO SALARIAL:
Ana do Padre Frederico (PDT)
André Mariano (PMDB)
Isauro Calais (PMN)
Oliveira Tresse (PSC)
Rodrigo Mattos (PSDB)
Pardal (PMDB) - Líder do Governo
Hitler Vagner de Oliveira (PR)
José Fiorilo (PDT)
Zé Márcio (PV)
Antônio Aguiar (PMDB)
Chico Evangelista (PROS)
Cido (PPS)
João do Joaninho (DEM)
Nilton Militão (PTC)
Noraldino Jr. (PSC)-Ausente
_________________________________________________________________________________Ousar lutar, ousar vencer!
Sindicato dos Professores de Juiz de Fora - 80 anos

14 maio, 2014

Inscrições abertas para o II EcoEvol

Se você gosta de ecologia, evolução e boas discussões, não pode perder a 2ª edição do evento, realizado na Universidade Federal de Viçosa, em Minas Gerais. O simpósio acontecerá de 17 a 19 de novembro e conta com a participação de palestrantes especialíssimos. As inscrições estão abertas e podem ser realizadas no site oficial do evento. 

08 março, 2014

Inscrições para professores que desejam atuar no Curso Pré-Universitário da UFJF serão abertas dia 10 de março

Professores que tenham interesse em atuar no Curso Pré-Universitário Popular da UFJF poderão se inscrever de 10 a 14 de março. A inscrição deverá ser feita presencialmente, na Faculdade de Odontologia da UFJF. Para atuar em 2014, existem 2 vagas na disciplina de língua portuguesa e 1 vaga em química. Para as demais disciplinas, a seleção produzirá um cadastro reserva. Confira o edital aqui.

07 janeiro, 2014

Curso "Educação de Jovens e Adultos na Diversidade"

Estão abertas as inscrições para o curso "Educação de Jovens e Adultos na Diversidade", oferecido na modalidade de ensino à distância. O curso é gratuito e oferecido pelo Centro de Apoio à Educação a Distância da UFMG. São 500 vagas, distribuídas em nove pólos de apoio presencial: Belo Horizonte, Campos Gerais, Governador Valadares, Itabira, Itajubá, Juiz de Fora, Lavras, Montes Claros e Uberlândia. Mais informações podem ser obtidas no edital.

12 dezembro, 2013

Colégio João XXIII está com inscrições abertas para professor substituto

As inscrições para as vagas de professor substituto no Colégio de Aplicação João XXIII da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) terminam nesta sexta-feira, dia 13/12. São oferecidas duas vagas, sendo uma para professor de Química, no Departamento de Ciências Naturais, e uma para professor de Artes, no Departamento de Letras e Artes.
Os interessados devem ir até a secretaria do Colégio de Aplicação João XXIII das 9h às 12h ou das 13h às 16h. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas via correio, desde que sejam recebidas dentro do prazo de inscrição. As datas, os horários e os locais de aplicação das provas serão informados pela secretaria do colégio no momento da inscrição.
O Colégio de Aplicação João XXIII fica localizado na Rua Visconde de Mauá 300, no bairro Santa Helena.

11 abril, 2013

Greve à vista...

Professor da PJF faz nova ameaça de greve


Os professores da rede municipal ameaçam cruzar os braços na próxima semana. Durante assembleia do Sindicato dos Professores (Sinpro-JF), realizada ontem à tarde, o coordenador-geral da entidade, Roberto Cupolillo (Betão-PT), afirmou que o objetivo do movimento é pressionar o Executivo para acelerar as definições sobre a campanha salarial. Na última terça-feira, membros do sindicato se encontraram com os secretários de Educação, Weverton Vilas Boas, e de Administração e Recursos Humanos, Alexandre Jabour, mas não houve avanços. "Caso o quadro permaneça, a greve será inevitável", afirmou Betão.
Além do indicativo de greve, a categoria manteve a redução de cinco minutos em cada módulo/aula das escolas da rede municipal. Também foi definido que, entre os dias 23 e 25 de abril, o Sinpro seguirá o movimento nacional e paralisará suas atividades. A próxima rodada de negociação entre a PJF e a entidade está marcada para quarta-feira, dia 17, com a presença do Secretário da Fazenda, Fúlvio Albertoni, às 16h, na sede da Prefeitura. Na quinta-feira, será realizada outra assembleia, e, caso as negociações não avancem, os docentes prometem deflagrar greve.
Na pauta de reivindicações estão elencados 19 tópicos. O mais polêmico deles se refere à adoção imediata do item da Lei do Piso que obriga a destinação de um terço da jornada para atividades extraclasse. A categoria também pleiteia reajuste salarial de 14,64%. Ontem, segundo o sindicato, 91,5% dos docentes paralisaram as atividades. Já a Secretaria de Educação indicou paralisação de 79% do quadro. A assessoria da Prefeitura ainda informou que foram realizadas 12 reuniões com o Sinpro e que a negociação continua até que todos os pontos de debate sejam sanados.


Fonte: Tribuna de Minas, 11/04/2013