Os professores da rede municipal ameaçam cruzar os braços na próxima semana. Durante assembleia do Sindicato dos Professores (Sinpro-JF), realizada ontem à tarde, o coordenador-geral da entidade, Roberto Cupolillo (Betão-PT), afirmou que o objetivo do movimento é pressionar o Executivo para acelerar as definições sobre a campanha salarial. Na última terça-feira, membros do sindicato se encontraram com os secretários de Educação, Weverton Vilas Boas, e de Administração e Recursos Humanos, Alexandre Jabour, mas não houve avanços. "Caso o quadro permaneça, a greve será inevitável", afirmou Betão.
Além do indicativo de greve, a categoria manteve a redução de cinco minutos em cada módulo/aula das escolas da rede municipal. Também foi definido que, entre os dias 23 e 25 de abril, o Sinpro seguirá o movimento nacional e paralisará suas atividades. A próxima rodada de negociação entre a PJF e a entidade está marcada para quarta-feira, dia 17, com a presença do Secretário da Fazenda, Fúlvio Albertoni, às 16h, na sede da Prefeitura. Na quinta-feira, será realizada outra assembleia, e, caso as negociações não avancem, os docentes prometem deflagrar greve.
Na pauta de reivindicações estão elencados 19 tópicos. O mais polêmico deles se refere à adoção imediata do item da Lei do Piso que obriga a destinação de um terço da jornada para atividades extraclasse. A categoria também pleiteia reajuste salarial de 14,64%. Ontem, segundo o sindicato, 91,5% dos docentes paralisaram as atividades. Já a Secretaria de Educação indicou paralisação de 79% do quadro. A assessoria da Prefeitura ainda informou que foram realizadas 12 reuniões com o Sinpro e que a negociação continua até que todos os pontos de debate sejam sanados.
Fonte: Tribuna de Minas, 11/04/2013
Fonte: Tribuna de Minas, 11/04/2013

