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Depois de inúmeras reuniões com a Prefeitura e sem conseguir reposição de perdas inflacionárias, os professores da rede municipal votaram, ontem, em assembleia, pelo encerramento do movimento grevista que já durava 26 dias. Por conta da necessidade da discussão de reposição das aulas, as atividades nas escolas serão retomadas somente amanhã. Parte dos professores atribuiu o insucesso nas negociações ao fato de outros sindicatos terem acatado a proposta inicial da administração. O coordenador do Sindicato dos Professores (Sinpro), Flávio Bitarello, fez um discurso duro e prometeu uma campanha à parte para a categoria no próximo ano. "Desde o início vamos negociar sozinhos." Já o vereador e sindicalista Roberto Cupolillo (Betão, PT) preferiu chamar atenção para os benefícios conquistados. "Como aconteceu em outros anos, muitos acham pouco, mas depois percebem que não era tão ruim." Segundo ele, o "pulo do gato" será a incorporação de 5% referentes às reuniões pedagógicas até o final de 2010. "Sei que será no ano que vem, mas é um percentual próximo da inflação deste ano."
Além da incorporação, a proposta aceita pelos professores prevê reajuste de 8% para 10% na remuneração pelas reuniões pedagógicas, aumento de R$ 130 na Ajuda de Custo para Valorização do Magistério (ACVM) - de R$ 450 para R$ 580 - e abano anual de R$ 200. Segundo o secretário de Administração, Vitor Valverde, os benefícios apresentados refletem a atual capacidade financeira da Prefeitura. "Gostaríamos de ter avançado mais, mas é preciso ter responsabilidade." Ele manteve o compromisso de pagar os salários em dia e o 13º salário em parcela única. Para o próximo ano, o secretário disse esperar um diálogo ainda melhor e que a sociedade não seja lesada da forma como foi. "Há um dano para os alunos e vamos fazer o máximo para amenizá-lo." Hoje, os professores fazem uma nova assembleia para avaliar o calendário de reposição. A proposta inicial é de que as férias de julho não sejam comprometidas. Para isso, devem ser ampliados os horários de aula em mais meia hora, com atividades também aos sábados.
Fonte: Tribuna de Minas, 26/05/09
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Mais cedo do que as estimativas iniciais, os índices de desemprego no país começam a apresentar sinais de estabilidade, mas a realidade do mercado de trabalho formal ainda se mostra muito distante do necessário para atenuar particularmente a falta de oportunidades para jovens. Por isso, é importante o alerta revelado agora por pesquisa divulgada pela Fundação Getulio Vargas (FGV) de que, quanto mais anos de estudo tiver o candidato a uma vaga, menores serão suas chances de ter que se contentar com um subemprego, como é comum nessa faixa etária. Ao mesmo tempo, quanto maior for o nível de escolaridade, melhores serão também as oportunidades de ganhos, o que reforça a importância do conhecimento nos bons e maus momentos da economia brasileira.
Encomendado pelo Instituto Votorantim, de São Paulo, para embasar um projeto avalizado pelo programa Todos pela Educação, a pesquisa revela basicamente que cada ano de aprendizado acrescentado no currículo permite um salto médio de 15,07% no salário. No caso de um trabalhador sem qualquer grau de instrução, um ano de estudo é suficiente para garantir um incremento de 6% nos ganhos. Os resultados reforçam a importância de os pais insistirem na educação continuada de seus filhos, permitindo que possam se dar melhor na vida pessoal e profissional. Ao mesmo tempo, evidenciam a necessidade de o poder público se mostrar eficiente em suas políticas de ensino, garantindo não apenas alternativas para crianças e jovens em idade escolar, mas também um aprendizado de qualidade.
Falta de oportunidade para jovens e mão de obra pouco instruída no mercado formal de trabalho são problemas recorrentes no país. A expansão gradual da atividade econômica registrada nos últimos anos, porém, ajudou a atenuar a situação, que tornou a se agravar em consequência da crise internacional. Desde o último trimestre do ano passado, o fator escolaridade tem ajudado a evitar que mais jovens acabem migrando para a economia informal. Ao mesmo tempo, a expansão do subemprego, pressionada em grande parte por quem tem pouca formação escolar, acaba contribuindo para mascarar os níveis reais de desocupação, prejudicando as estatísticas. O resultado é um problema explosivo que o país precisará combater criando as condições necessárias para uma rápida recuperação da atividade econômica.
Como explica o coordenador do Centro de Políticas Sociais da FGV e responsável pela pesquisa divulgada agora, Marcelo Neri, o Brasil é um dos países do mundo que apresentam o maior retorno da educação. Os brasileiros precisam se convencer da importância do aprendizado, particularmente entre crianças e jovens, num mercado de trabalho sacudido pela crise, que tende a se tornar ainda mais competitivo quando a recuperação econômica se confirmar como tendência.
Fonte: Jornal Zero Hora, 22 de maio de 2009.
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Cerca de 20 mil panfletos com informações sobre a influenza A, conhecida como gripe suína, chegaram ontem a Juiz de Fora e começam a ser distribuídos hoje em pontos estratégicos, como o Aeroporto da Serrinha, o Terminal Rodoviário Miguel Mansur, hospitais e empresas de turismo. A medida é parte do Plano de Enfrentamento da Gripe Suína em Minas Gerais, que também prevê a abertura de seis leitos para vítimas da moléstia no Hospital João Penido, no Bairro Grama, na Zona Nordeste. No entanto, a ativação do isolamento na unidade, que inclui a instalação de filtros especiais de ar, só deve acontecer se houver confirmação de casos autóctones da influenza A na macrorregião de Juiz de Fora. Por enquanto, o Hospital das Clínicas da UFMG, em Belo Horizonte, continua sendo a referência para a moléstia em todo o estado. O Hospital Eduardo de Menezes, também na capital mineira, já começa a ser equipado para receber pacientes infectados pelo vírus A H1N1, cuja propagação ocorre pelo ar.
Embora Juiz de Fora não tenha conexões rodoviárias ou aéreas internacionais, o monitoramento da gripe suína no município é considerado estratégico devido à proximidade com o Rio de Janeiro e Belo Horizonte, onde o fluxo de passageiros entre países é intenso. Somente na semana passada, conforme a Secretaria de Saúde, sete casos foram monitorados pelos serviços de Vigilância Sanitária Estadual e Municipal. “São pessoas que chegaram de países onde há registro da gripe suína, mas, em seis deles, não havia nenhumsintoma. Apenas uma criança, de 5 anos, com quadro de febre, chegou a ser submetida a exame, cujo resultado foi negativo", informa o subsecretário de Vigilância em Saúde, Ivander Mattos Vieira. Os casos não chegaram a ser suspeitas oficiais e foram descartados, não sendo contabilizados pelo Ministério da Saúde.
Ivander conta que as suspeitas foram referentes a um casal, vindo de Cancun, no México; um rapaz que esteve em uma plataforma de petróleo, também no México; uma senhora que passou por vários países europeus; além de uma família - pai, mãe e a criança, que chegou de Miami. “Todos são residentes em Juiz de Fora e procuraram seus médicos particulares ou os serviços de vigilância sanitária, no intuito de informar sua situação. O monitoramento foi realizado sem necessidade de internação hospitalar”, conta Ivander. O superintendente de Atenção à Saúde da Secretaria de Estado da Saúde, Marco Antônio Bragança de Matos, informa que a Secretaria de Saúde de Juiz de Fora será acionada hoje para indicar um médico e um enfermeiro do SUS para curso de capacitação em gripe suína, a ser realizado em Belo Horizonte.
- Suspeitas de contágio devem ser notificadas pelo Disque Epidemiologia: 0800-283-2255 ou na Vigilância Sanitária de JF: 3690-7472 ou 3690-7509.
Fonte: Tribuna de Minas, 12/05/09
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