26 maio, 2010

Fim da greve na rede estadual de ensino

A greve dos professores da rede estadual chegou ao fim. Ontem, durante assembleia em Belo Horizonte que reuniu cerca de oito mil pessoas, a categoria aceitou as propostas feitas pelo Governo do estado para retornar às salas de aula. No entanto, em Juiz de Fora, os profissionais só devem voltar às escolas amanhã. De acordo com a regional Zona da Mata do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação do Estado de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), os servidores ainda querem ler o documento elaborado durante a discussão com o Executivo. “Queremos confirmar se tudo que negociamos está lá. Com o acordo em mãos, poderemos esclarecer os pontos para a categoria”, explicou a coordenadora do Departamento de Comunicação do Sind-UTE, Yara Aquino, lembrando que os trabalhadores farão nova assembleia hoje à noite para encerrar o movimento.

Os professores só aceitaram encerrar as negociações depois que a secretária de Estado de Planejamento e Gestão, Renata Vilhena, concordou em formalizar as propostas levantadas na última segunda-feira. O documento propõe a elaboração de projeto sobre incorporação de benefícios ao vencimento básico e garante que os grevistas não serão punidos administrativamente. No entanto, não contempla a principal reivindicação da categoria que é a implantação do piso salarial nacional de R$ 1.312. De acordo com a secretária, o calendário de reposição deverá ser definido entre a Superintendência Regional de Ensino e as escolas no prazo de dez dias. Além disso, ficou acordado que os professores não terão os dias de greve descontados do salário. Uma folha suplementar será implantada em junho para pagar os dias repostos.

Os trabalhadores estavam em greve desde o dia 8 de abril. No início de maio, o desembargador Wander Marotta, da 7ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, considerou o movimento inconstitucional já que colocava “em risco a qualidade da educação, podendo acarretar prejuízos irreparáveis ao interesse do Estado”. O sindicato ainda foi multado em R$ 10 mil por dia de paralisação. Na semana passada, a Justiça bloqueou a conta bancária do Sind-UTE e aumentou a multa diária para R$ 30 mil. No entanto, há a possibilidade de que nenhum desses valores não seja cobrado. Durante a negociação, ficou acordado que o Governo pedirá anulação da decisão judicial, desobrigando o pagamento das multas.

21 maio, 2010

"Porque tem homem da lei que vira homem mal..."

Recentemente temos visto muitas notícias que ilustram o total despreparo das polícias em nosso país, tenho mais medo da polícia do que dos próprios bandidos!
Ano passado vimos o caso de uma mãe que teve o carro confundido com um que era perseguido pela polícia, seu carro foi metralhado, causando a morte de seu filho pequeno. Recentemente soubemos de policiais que torturaram e mataram motoboys em São Paulo e agora, na última quarta-feira, ficamos escandalizados com o caso ocorrido no Andaraí, RJ: um morador que manuseava sua furadeira foi morto por um cabo da polícia militar que confundiu a furadeira com uma metralhadora. É, acho que o Marcelo D2 é que tem razão mesmo...

14 maio, 2010

Notícias sobre a greve

Os professores da rede estadual que permanecem em greve mesmo após a Justiça declarar a inconstitucionalidade do movimento estão recebendo falta desde a última quarta-feira. A decisão foi comunicada ontem pela Secretaria de Estado da Educação. No documento, a instituição considera que, até o dia 11, o ponto não poderia ser cortado porque a legalidade da greve ainda estava sendo discutida. No entanto, a secretaria considera que os servidores deveriam ter retornado às atividades depois de o recurso impetrado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) ter sido negado.
Ainda segundo a nota, “à medida em que os dias de paralisação forem sendo compensados (...) deverá ser informada a supressão das faltas correspondentes, em cada mês, para o devido pagamento.” O Sind-UTE reforça que, em negociação com a secretária de Estado de Planejamento e Gestão, Renata Vilhena, ficou acertado que não haverá outro tipo de punição àqueles que continuarem no movimento.

Sindicalistas e PJF voltam às negociações

O secretário de Administração e Recursos Humanos, Vítor Valverde, retoma hoje as negociações com os representantes dos sindicatos dos Professores (Sinpro), dos Médicos, dos Engenheiros (Senge) e dos demais servidores Públicos Municipais (Sinserpu), para tentar algum avanço na campanha salarial. A nova rodada de negociações acontece dois dias após a paralisação geral deflagrada pelas quatro categorias, que não descartam votar um indicativo de greve na próxima semana. Os sindicalistas esperam demover a Prefeitura da manutenção do reajuste linear de 7% para todo funcionalismo público municipal. Para os representantes dos servidores, o município possui recursos para conceder aumento de, pelo menos, 11%, referente às perdas inflacionárias dos períodos de 2008/2009 e 2009/2010. Independentemente do resultado da conversa de hoje, os quatros sindicatos fazem nova assembleia geral com paralisação na quinta-feira, dia 20.

11 maio, 2010

Nem tudo está perdido

Hoje tive uma grata surpresa ao chegar na escola pra trabalhar. Os alunos da escola estadual em que trabalho organizaram um protesto para reclamar da infestação de piolhos de pombo na escola. Há muitos anos convivemos com esse problema, mas agora a proliferação dos piolhos tem causado muitos transtornos, vários alunos e professores foram picados. Aliás, os pombos são vetores de inúmeras doenças, como coccidiose, meningite, toxoplasmose, etc. A direção da escola ligou para o departamento de zoonoses da prefeitura aqui de Juiz de Fora solicitando uma visita; porém, recebeu como resposta que o departamento não viria, pois a escola é estadual. Vejam só o descaso com a população, por acaso os pais desses alunos não contribuem com os impostos municipais em Juiz de Fora???? O que eu achei muito legal nessa história toda, foi a mobilização dos alunos. Eles passaram nas salas de aula ontem para convocar os colegas a virem na escola, mas não entrarem na sala; chamaram a imprensa local (duas redes de TV e uma emissora de rádio) e fizeram uma manifestação organizada, sem bagunça, deram entrevista. Foi a primeira vez que presenciei isso, geralmente os alunos não se importam ou então ficam só reclamando. Hoje eles deram uma lição para nós, professores deles. Que bom que nossos jovens estão sabendo se mobilizar para cobrar seus direitos, coisa que nós (adultos), com nosso excesso de prudência, já abdicamos de fazer há muito tempo. Quem disse que são só os professores que ensinam aos alunos?