Sempre esteve na Constituição Federal a "valorização dos profissionais do ensino, garantido, na forma da lei, plano de carreira para o magistério público, com piso salarial profissional", ainda que o inciso V do artigo 206 tenha tido sua redação modificada por emendas subsequentes. De qualquer forma estava lá, na Carta Magna de 1988, a mesma garantia que os professores da rede estadual de ensino em greve há 82 dias - e também da rede municipal, de braços cruzados há quase duas semanas - reivindicam receber.
A deflagração de paralisações por tempo indeterminado em todo o país demonstra o quanto o magistério está empenhado agora em fazer valer a Lei do Piso Nacional. Isso principalmente porque a expectativa do cumprimento de uma remuneração mínima para os docentes não se resume a cerca de três ou quatro meses aguardando o desenrolar das negociações com o Governo Antonio Anastasia (PSDB), com a Administração Custódio Mattos (PSDB), ou com qualquer gestor de outros estados e municípios obrigados hoje, por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), a cumprir o que manda a legislação. Essa é, na verdade, uma espera de mais de 20 anos.
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